Quinta-feira, 14 de Maio de 2009

* ato contra o AI-5 digital



A Internet é uma rede de comunicação aberta e livre. Nela, podemos criar conteúdos, formatos e tecnologias sem a necessidade de autorização de nenhum governo ou corporação. A Internet democratizou o acesso a informação e tem assegurado práticas colaborativas extremamente
importantes para a diversidade cultural. A Internet é a maior expressão da era da informação.

A Internet reduziu as barreiras de entrada para se comunicar, para se disseminar mensagens. E isto incomoda grandes grupos econômicos e de intermediários da cultura. Por isso, se juntam para retirar da Internet as possibilidades de livre criação e de compartilhamento de bens culturais de de conhecimento.

Um projeto de lei do governo conservador de Sarkozi tentou bloquear as redes P2P na França e tornar suspeitos de prática criminosa todos os seus usuários. O projeto foi derrotado.

No Brasil, um projeto substitutivo sobre crimes na Internet aprovado e defendido pelo Senador Azeredo está para ser votado na Câmara de Deputados. Seu objetivo é criminalizar práticas cotidianas na Internet, tornar suspeitas as redes P2P, impedir a existência de redes abertas,
reforçar o DRM que impedirá o livre uso de aparelhos digitais. Entre outros absurdos, o projeto quer transformar os provedores de acesso em uma espécie de polícia privada. O projeto coloca em risco a privacida de dos internautas e, se aprovado, elevará o já elavado custo de comunicação no Brasil.

Gostaríamos de convidá-lo a participar do ato público que será realizado no dia 14 de maio, às 19h30, em defesa da
LIBERDADE NA INTERNET
CONTRA O VIGILANTISMO NA COMUNICAÇÃO EM REDE
CONTRA O PROJETO DE LEI SUBSTITUTIVO DO SENADOR AZEREDO

O Ato será na Assembléia Legislativa de São Paulo e será transmitido em streaming para todo o país pela web.

PLENÁRIO FRANCO MONTORO
ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DE SÃO PAULO
AV PEDRO ALVARES CABRAL S/N - IBIRAPUERA

O Ato também terá cobertura em tempo real pelo Twitter e pelo Facebook.

Contamos com a sua presença.

*publicado originalmente no blog do Sergio Amadeu, meu apoio pleno!

Sábado, 4 de Abril de 2009

Operation Flushpoint

imagem : http://www.flickr.com/photos/eyesplash/

Rodízio, 13h15


- Estômago: - Gordo, manera ai com o que vai comer. Essa semana foi foda. Manda uns vegetais pra dentro, porque as coisas no intestino estão feias.

Primeiro prato (800g): arroz, feijoada, cupim, picanha, coração de galinha e tomate.

- Estômago: - Tá de sacanagem, né? Duas rodelas de tomate? E essas carnes mal-passadas? Pelo menos mastiga direito essa porra.

Segundo prato (550g): arroz, costela, picanha, alcatra e salada de maionese.

- Estômago: - Chega de carne, cara, não cabe mais nada aqui. Lembra daquela úlcera? Tá faltando pouco pra cicatriz abrir. Tu quer fuder com tudo, né ? Manda um pouco de água.

Bebida: Coca-Cola 600ml

- Estômago: - Seu imbecil, eu falei um pouco de água.

- Gordinho: - Ué, Coca-Cola tem água. E ainda ajuda a dissolver a carne.

- Estômago: - Coca-cola tem o inferno dentro, porra. Tá fudendo aqui com o suco-gástrico.

- Esposa: - Amor, com quem você tá falando?

- Gordinho: - Nada, não, tô pensando alto.

Sobremesa: 300g de pudim.

- Estômago: - Eita porra, cabe mais não. Tá ouvindo?

- Intestino: - O que tá acontecendo aí em cima? Que zona é essa?

- Estômago: - O Gordo tá empurrando comida. Agora veio pudim pra dentro. Não sei mais o que fazer.

- Intestino: - Vamos mandar direto.

- Estômago: - O quê?

- Intestino: - É isso aí, operação descarga.

- Estômago: - Cara, o cérebro não vai gostar.

- Intestino: - Foda-se o cérebro, ele nunca veio aqui em baixo pra saber como são as coisas.

- Estômago: - Vamos dar mais uma chance pro Gordo. Eu acho que ele não vai mais...

Bebida 2: cafezinho.

Estômago - Filho de uma puta. Vou explodir.

Intestino - Operação descarga iniciando. Anda, libera o canal do duodeno que eu já tô conversando com o esfíncter.

Coração - Que que tá havendo aí embaixo? A adrenalina tá aumentando muito.

Intestino - Operação descarga.

Coração - Quem autorizou isso? O cérebro não me mandou nada.

Estômago - Foda-se aquela geléia! Nem músculo tem.

Intestino - É isso ai, foda-se essa geléia inútil. Vinte segundos pra abrir o esfíncter anal. Quero ver o ânus arder com esse suco gástrico.

Esposa - Amor, você tá passando bem? Tá suando todo, aonde você vai?

Gordinho - Preciso ir ao banheiro, urgente. Paga a conta e me espera no carro.

Esposa - O que você comeu?

Gordinho - Não sei. Acho que foi o tomate.


* texto escrito pelo querido amigo Bruno Paiva, bom de garfo, de colher, de faca e de copo, pai do mais novo membro do brotherhood Lucas [clava] Paiva {que vai nascer este mês e filho da queridíssima fofa professora de Yoga Cris Paiva.

Sexta-feira, 25 de Julho de 2008

Os dissimulados que se mudem



"oblíqua e dissimulada" ilustração de Derbyblue

dissimular | v. tr. | v. int. : do Lat. dissimulare
v. tr., encobrir, ocultar com astúcia; fingir; disfarçar.

Assuma: você gostaria que eles sofressem!
Quem não convive ou já conviveu com algum dissimulado que atire a primeira pedra!
É muito pertinente que se tenha mais mágoa dos dissimulados do que do mentiroso, do ladrão, do corrupto, do insolente, porque, afinal de contas, os dissimulados são tudo isso numa criatura só e, para piorar, em 98% dos casos, são encantadores!

OK, isso não está fazendo o menor sentido pra você? Eu explico.
Ele ou ela teve a capacidade de te convencer que era seu amigo, ou qualquer outra relação similar que te fez acreditar que ele era digno da sua confiança ou do seu amor, da sua admiração e (lá no fundo) provavelmente da sua inveja.
Algum dia você partilhou segredos, felicidades e até fraquezas com eles e eu posso garantir que eles te roubaram tudo isso. Portanto, os predicados escritos lá no começo do texto dizem respeito ao dissimulado sim, principalmente ladrão!

[atenção, os depoimentos a seguir são verídicos e não usam nomes fictícios]

Eu tive essa professora de ballet, Ingrid. Quando eu crescesse, eu queria ser igual a ela (que bom que eu não cresci). Um dia ela resolveu que tinha o direito de me humilhar (sim, humilhar, verifique no dicionário exatamente o que isso quer dizer) em uma sala com aproximadamente 50 alunos (entre profissionais, semi-profissionais, adultos e adolescentes).
Ela roubou meu sonho de ser bailarina e minha capacidade de acreditar em ídolos, e conseqüentemente nas pessoas...

Tive esse namorado, Hector. Primeiro grande amor, enorme admiração, era quase como se eu quisesse ser ele! Durante anos de namoro eu acreditei cegamente no que ele dizia e dia após dia, fui me convencendo de que era a pessoa egoísta, ciumenta e burra que ele dizia (sem palavras explícitas). Um dia ele quis que eu acreditasse que a depressão profunda em que eu estava (e que só piorava) era chilique e eu não consegui.
Ele roubou minha auto-estima, minha saúde (mental e física) e também minha capacidade de acreditar realmente em qualquer pessoa...

Tive uma “amiga”, Priscilla, daquelas que se quer copiar, bonita, alta, descolada, bem vestida, conhecia todos os “cool” da cidade e ainda por cima era dona do seu próprio negócio (de roupas para descolados, é claro!). Durante muito tempo eu só comprava na tal loja, passava as tardes fofocando por lá e ainda levava todas as amigas (as de verdade) para gastarem (elas gastavam bem) para comprarem com ela.
Ela me roubou o namorado. Não o do parágrafo acima, mas um que me levava café na cama, me fazia surpresas, me escutava e estava quase me fazendo acreditar nas pessoas novamente.
Este me roubou a crença de que existe alguém exatamente do jeito que se sonhou e que basta encontrá-lo...

Tive essa chefe, Renata. Ela mais parecia amiga de trabalho; trocávamos confidências, idéias sobre a profissão, dicas amorosas. Eu a admirava justamente por sua capacidade de liderança discreta, sem pisar nos subordinados. Uma dia tudo que eu havia partilhado com ela se tornou “falta de profissionalismo” e ela tentou me fazer acreditar que eu não ia alcançar nada profissionalmente.
Ela me roubou a crença em amigos de trabalho...

Tive muitos outros dissimulados passantes da vida e cada um deles me rouba algo proporcional ao tamanho de sua importância na minha vida.

Eu? Eu sigo aprendendo a perceber uma atitude aqui, um olhar fujão ali, um pseudo-sorriso acolá e vou muito bem, obrigada.
Sigo acreditando que a Lei do Karma funcione sempre e que eu não preciso gastar mais energias do que já perdi com esses senhores. Sigo realizando meus desejos mais cruéis através dos sonhos.

Sigo tentando ser encantadora e digna de sua admiração, do seu amor, da sua confiança e (lá no fundo) provavelmente da sua inveja.

Segunda-feira, 21 de Julho de 2008



outro dia eu me peguei pensando se borboletas não são pétalas de flores que resolveram voar...

Sexta-feira, 6 de Junho de 2008

pelo caos



coagido pela paz que eu não quero seguir [Marcelo Yuka]


Eu não quero paz!

Não essa paz que se vende em feiras, que se canta em músicas de movimentos ‘paz pela paz’, cantadas por cidadãos ditadores dentro de casa, injustos no trabalho ou cegos (daquele que não quer ver) nas ruas.

Que tipo de paz é feita a partir de imposições? Que tipo de paz é feita a partir de discursos vazios? Que tipo de paz é tomada à força? Que tipo de paz é justificada pela tradição e pela cultura ( “é assim e não se discute”)?

Essa é a paz de quem se vê melhor que o outro; a paz de quem acha que o ser humano é mais evoluído que os animais, ou que as plantas; de quem acredita que falar em nome de um deus sem sequer questionar as próprias atitudes vai o fazer mais “evoluído”; de quem acha que porque teve a sorte (ou privilégio) de estudar mais do que servente é mais capaz que ele (ou merece mais respeito que ele); de quem acredita que suas atitudes são as corretas e que o mundo seria muito melhor se tudo fosse feito do seu jeito; de quem não chora a morte do cachorro do amigo; de quem não vê graça nos erros; de quem não sabe ouvir o outro e mesmo assim quer um ombro pra chorar...

Essa paz dos fracos que se acham fortes não é pra mim!

A minha paz é a que resulta do caos, da turbulência, do vento forte na cara enchendo o olho de areia; a paz de querer sempre dizer o que pensa (por mais que isso às vezes doa ou pareça ridículo); de quem não tem medo do ridículo; de quem sabe que vive errando e que talvez nem esteja tentando acertar (só viver); de quem tem medo e admite isso; de quem gostaria de carregar todas as criaturas sem saúde e sem teto pra dentro de casa e cuidar; de quem não precisa da aprovação nem do consentimento de um ser superior pra acreditar que está cada dia aprendendo mais coisas (não necessariamente se tornando “melhor” – o que é “melhor” mesmo?); de quem chora não só a sua própria dor, mas também a dor do outro; de quem põe a cara pra bater; de quem discorda de si mesmo, de quem muda de opinião...

Acho que a minha paz, aqueles “fortes” chamam de insanidade, balbúrdia, sacrilégio, pecado, dor, subversão, ilusão, erro...

Eu? Eu chamo de felicidade. Ou de paz.

Segunda-feira, 12 de Maio de 2008

e o que seria do gosto
não fosse o desgosto?

Terça-feira, 6 de Maio de 2008

pra não ficar tão desnaturada de posts...
CORES!